Valmor BolanDoutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni)
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Em tempos de Olimpíadas, precisamos apoiar iniciativas que favoreçam o esporte em nosso País, como investimento na formação dos nossos jovens. Através das atividades esportivas (e são tantas as modalidades) é que poderemos auxiliar o processo educativo dos nossos jovens, pois dessa forma estaremos evitando os escapismos que temos visto se alastrar por toda a parte. Quando falta um sentido de vida aos jovens, então as drogas, a violência, tudo pelo prazer, etc., acaba sendo fuga, com as consequências já conhecidas e tão divulgadas diariamente pela imprensa. Então, há um meio de minimizar os danos de uma vida sem sentido: motivando o jovem à educação e ao esporte, sempre com princípios e valores de vida.
Há um programa muito interessante nesse sentido chamado “Adote um Atleta”. Trata-se de pais que adotam crianças carentes com uma quantia mensal destinada para que elas participem de uma atividade esportiva, custeando assim o desenvolvimento de uma caminhada que leve esta criança a se aprimorar em alguma modalidade esportiva, chegando inclusive a alcançar um desempenho que a capacite a participar das Olimpíadas. Um programa empreendido geralmente por alguma associação de famílias, que dão proteção e promoção às crianças vocacionadas ao esporte, criando assim efetivas oportunidades.
Uma iniciativa como esta, de valorização humana, deveria se estender por todo o País, não apenas vindo de entidades, mas também de parcerias da iniciativa privada com o poder público (em todos os níveis) para que, inclusive, o Brasil amplie seu potencial de medalhas olímpicas. O que vemos, nos jogos olímpicos, sempre países como a China e os Estados Unidos levarem as melhores medalhas, isto porque, gostem ou não, esses países fazem um forte investimento na educação, e preparam seus jovens para serem vencedores também no esporte. O resultado fica evidente, eles levam o maior número de medalhas olímpicas. O Brasil só será um país desenvolvido quando fizer esta tarefa de casa, seguindo o exemplo dos países cujos governos investem, de verdade, nas crianças e jovens, para que alcancem o sucesso que desejam, nas atividades esportivas.
Por isso, apoiamos o programa “Adote um Atleta” e esperamos que tal iniciativa seja empreendida pelos governos municipais e estaduais, criando assim uma rede de apoio com contribuições de empresas, ONGs e poderes públicos, para que possamos, quem sabe, nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, ver crescer, de modo concreto, as chances dos nossos jovens em obter medalhas olímpicas.





Prezado Valmor,
Estou procurando um programa assim, para pensar em investimento, mas até agora não encontrei nada que passe idéia de sério comprometimento, através de planejamento. Idéias vagas para atrair dinheiro há muitas: para ajudar crianças carentes, para atrair atletas sobre os quais nada se sabe a determinado clube, etc. Procuro algo mais concreto, com planejamento e meta. A meta, para mim, seria conseguir índice para participara da próxima Olimpíada. Os investidores teriam de saber exatamente em que atleta estariam investindo e o que se propõe para o seu treinamento. Penso que deveria funcionar no modelo dos intercâmbios estudantis nos EUA: os interessados (os atletas, no caso, ou seus representantes) se inscrevem dizendo por que acreditam que têm qualificação para chegar a medalha, se contarem com recursos; uma organização esportiva se apresenta dizendo o que poderia oferecer para que esse atleta atinja seus objetivos dentro do prazo, com estimativa de custos para isso; e um ou mais investidores escolhem em um portal entre as fichas disponíveis.
Particularmente gostaria de investir em atividades esportivas individuais, nas quais o Brasil tem enorme potencial não explorado, em especial as de atletismo, mas também as de lutas, e outras de baixo custo em equipamentos e que possibilitem muitas medalhas, ao contrário dos jogos coletivos.
Conhece alguma coisa nessa direção?
Se possível, por favor responda também para o meu e-mail.
Obrigado,
Roger